Eduardo Heluany e a construção da imagem de Finch
- Características pessoais e escolhas na construção da imagem de Finch.
- Códigos visuais, repetição e consistência entre formatos.
- O papel da direção audiovisual no Nômade Milionário.
- Quebra de padrão, contexto e experiências em Los Angeles.
- A relação entre comunicação, compra e entrega.
- Critérios para avaliar escolhas de branding na sua operação.
Audiovisual, códigos visuais e experiência na construção de uma marca pessoal, com exemplos de Eduardo Heluany sobre o trabalho com Thiago Finch.
Uma marca pessoal precisa de critérios para escolher o que mostra e como cumpre suas promessas. Visibilidade mede o alcance de uma presença; a construção de marca também envolve as ideias, os códigos e as experiências que você pretende associar a ela. Produzir mais conteúdo não substitui essa definição.
O audiovisual participa dessa escolha por meio de cenário, enquadramento, figurino, edição e mensagem. Esses elementos podem ser avaliados como partes do posicionamento, em vez de decisões estéticas separadas. A pergunta prática é o que cada um comunica sobre a proposta do negócio.
No TictoCast #02, Eduardo Heluany apresenta experiências da construção da imagem de Thiago Finch. Seu trabalho com audiovisual e branding fornece exemplos para discutir características pessoais, repetição de códigos, contexto e coerência entre comunicação e entrega. O caso ajuda a formular critérios, sem oferecer uma receita de reconhecimento para qualquer marca.
A marca pode partir de características que já existem
Antes de definir uma identidade, observe características da pessoa ou do negócio que tenham relação com a proposta. Isso pode incluir uma forma de explicar ideias, referências culturais, escolhas visuais ou experiências que fazem parte do trabalho. Selecione o que pode ser sustentado na comunicação e no contato com o público.
Fabricar uma personalidade apenas para produzir impacto cria uma exigência de continuidade: o comportamento fora do conteúdo também será observado. Um recorte de marca não precisa mostrar tudo, mas deve permanecer compatível com a pessoa, o produto e as condições da entrega.
Na experiência apresentada por Eduardo, viagens, referências de cinema, modo de vestir e cabelo compõem o repertório visual de Finch. Esses elementos são tratados como escolhas a organizar e reforçar, em vez de peças que, isoladamente, explicariam o crescimento de sua audiência.
Para aplicar o raciocínio ao seu negócio, identifique quais características ajudam a explicar a proposta e quais funcionam apenas como decoração. Essa distinção permite estabelecer critérios para as próximas peças sem transformar uma história pessoal em obrigação para outras marcas.
Códigos visuais precisam de uso consistente
Uma cor, um tipo de enquadramento, uma forma de vestir ou um ambiente recorrente pode ser usado como código de identificação. Para avaliar essa função, observe se o elemento se mantém coerente entre conteúdos e se o público consegue relacioná-lo à marca. A intenção do planejamento não comprova, sozinha, que a associação aconteceu.
O cabelo de Finch aparece na discussão como exemplo de um elemento repetido em fotos, vídeos e campanhas. A aplicação editorial do caso está no critério de continuidade, e não na ideia de que adotar uma característica semelhante produzirá o mesmo reconhecimento.
Consistência permite manter referências comuns enquanto campanhas e formatos variam. Defina quais elementos precisam ser preservados e onde a equipe pode experimentar. Um guia pode organizar cores, linguagem, enquadramento e apresentação da oferta, desde que seja útil para as decisões reais de produção.
Ao revisar o conjunto, compare as peças entre si. Verifique se elas apresentam propostas compatíveis, se a informação permanece compreensível e se uma mudança de formato também está alterando algo central da identidade sem intenção.
A direção audiovisual liga a estética à proposta
Quando o audiovisual participa do planejamento, as escolhas visuais podem ser discutidas junto com a mensagem. A equipe precisa saber qual aspecto da proposta o cenário, a fotografia ou a edição pretende mostrar, e o que ainda deve ser explicado em texto ou fala.
O Nômade Milionário aparece no episódio como exemplo de produção associada a viagens e liberdade geográfica. Dentro desse caso, os cenários são apresentados como parte da comunicação de um estilo de vida relacionado à proposta. Isso não demonstra que o comprador terá a mesma experiência nem dispensa explicar o produto e suas condições.
Uma locação pode situar o assunto; um enquadramento pode destacar o uso; a edição pode organizar uma sequência de demonstração. Cada decisão precisa de uma função que você consiga descrever. Se a justificativa se limita à beleza do resultado ou a um formato em alta, reavalie sua relação com o conteúdo.
Qualidade técnica e posicionamento entram na mesma produção, mas devem ser avaliados por critérios próprios. A imagem pode estar bem executada e ainda não comunicar o que o negócio pretende. Revise a mensagem e a forma de apresentar a oferta antes de concluir que uma produção mais cara será mais adequada.
A quebra de padrão precisa de uma hipótese clara
Mudar um formato pode ser uma forma de testar como a proposta é compreendida. A diferença visual ou narrativa, porém, não equivale a atenção útil, retenção ou intenção de compra. Defina qual resposta você pretende observar e como vai acompanhá-la.
Uma campanha sobre mobilidade, por exemplo, pode usar deslocamentos e ambientes diferentes para apresentar essa ideia. Outra pauta pode ser melhor explicada em um cenário simples. O critério é a relação com a mensagem, com a viabilidade de produção e com a experiência que o produto realmente oferece.
O mesmo cuidado vale para uma peça longa, uma linguagem cinematográfica ou uma aula organizada como narrativa. Antes de testar o formato, estabeleça sua função: demonstrar um mecanismo, contextualizar um problema ou conduzir uma explicação. Depois, verifique a compreensão e os indicadores pertinentes.
A experimentação precisa preservar informações essenciais da oferta. Um formato diferente não deve dificultar a identificação de preço, escopo, condições de acesso ou limites do que está sendo apresentado.
Contexto deve ter relação com o posicionamento
Lugares, eventos, parcerias e conversas compõem o contexto em que a marca aparece. Eles podem ser escolhidos para apresentar uma etapa do negócio ou aproximar públicos, mas o endereço ou a presença em um ambiente não comprova uma posição de mercado.
Na discussão do episódio, Los Angeles participa de uma fase de produção e relacionamento ligada à imagem de Finch. O caso pode ser lido pelo uso do contexto: que atividades acontecem ali e que relação têm com a proposta apresentada? A relevância depende dessa função, e não do custo ou da distância do cenário.
Uma operação menor pode aplicar o mesmo critério ao escolher uma parceria, um evento ou uma locação próxima. Verifique se o ambiente ajuda a explicar o assunto e se existe uma entrega real a mostrar. Não é necessário reproduzir as viagens ou a estrutura de outra marca para tomar essa decisão.
A experiência precisa corresponder à comunicação
O contato com a marca continua depois de fotos, vídeos e campanhas. Informações de compra, atendimento, acesso e entrega também precisam ser compatíveis com a promessa. Se o conteúdo apresenta uma experiência e a operação oferece outra, há uma divergência concreta a resolver.
Eduardo relaciona sua atuação à observação do trabalho para além do arquivo audiovisual, incluindo experiências em eventos e decisões de posicionamento. A trajetória relatada contextualiza a pauta; não demonstra que acumular funções seja a condição necessária para crescer profissionalmente.
Na prática, a equipe de criação precisa compreender o que está apresentando, e a equipe de operação precisa conhecer as condições anunciadas. Uma campanha de curso, por exemplo, deve refletir o conteúdo, o acesso e o acompanhamento que o comprador receberá. O visual não substitui essa conferência.
Para quem vende, essa revisão chega também ao checkout e à entrega. Confira se identificação da oferta, condições de cobrança e orientações de acesso mantêm a clareza da comunicação que trouxe o comprador até ali. Corrigir divergências exige trabalhar nas etapas envolvidas, e não apenas mudar a estética.
Cinco critérios para avaliar uma escolha de marca
Antes de aprovar uma campanha, uma identidade ou uma decisão de posicionamento, use perguntas que a equipe consiga responder com exemplos:
- A escolha se apoia em uma característica real da pessoa, do produto ou do negócio?
- Que ideia ela pretende comunicar e qual parte dessa ideia fica compreensível na peça?
- Quais elementos podem se manter consistentes em outros formatos?
- A mensagem corresponde ao que o público encontra no atendimento, na compra e na entrega?
- Como vamos observar a compreensão e revisar a decisão depois da publicação?
As respostas servem para orientar o trabalho, sem garantir reconhecimento ou impor uma estética fixa. Registre os critérios centrais e use a experiência das próximas peças para decidir o que merece continuidade e o que precisa ser ajustado.
Revise a coerência entre peça, oferta e entrega
Escolha uma campanha ou uma sequência de conteúdos e observe como os códigos visuais, a linguagem e as condições da oferta aparecem ao longo do percurso. Procure mudanças sem função clara e promessas que não correspondam à entrega. Esse exame transforma o debate sobre branding em decisões que a equipe pode executar.
O caso discutido por Eduardo reúne referências pessoais, direção audiovisual e contexto na construção da imagem de Finch. Seu valor para a pauta está nas escolhas que podem ser examinadas, com seus objetivos e limites, sem atribuir o reconhecimento público a uma única causa.
No TictoCast #02, Eduardo Heluany aprofunda os relatos dessa construção. Ouça o episódio completo no Spotify ou assista à conversa no YouTube para acompanhar os exemplos e as decisões apresentados pelo convidado.
Bem-vindo ao TictoCast. Ao meu lado, Renato Moreira, cofundador da Ticto, Sou Bruna Ávila e Eduardo Heluany, o grande responsável pela marca por trás do Thiago Finch. O grande responsável não, o Thiago é o grande responsável, eu ajudo a amplificar, deixar mais legal, mais criativa. Seja muito bem-vindo, muito prazer ter você aqui com a gente. É recíproco, é uma honra estar aqui, mais ao lado do Renato, ao seu lado, um dos primeiros podcasts da Ticto. Fico muito feliz. Conte pra nós como que essa história começou, como foi tudo isso, pra gente entender um pouquinho da sua trajetória junto com o Thiago. O Thiago já é uma figura muito conhecida, não só no marketing digital, mas até no mundo do empreendedorismo brasileiro.
E quando eu comecei a trabalhar com ele em 2019, ele ainda era quase que um completo desconhecido, porque ele tinha 9 mil seguidores no Instagram, eu tinha meus 4 mil seguidores no Instagram, e até então eu era videomaker e fotógrafo. Hoje, muito do que eu faço na construção de branding é relacionado ao audiovisual. Isso ficou muito forte, porque nós fomos os primeiros a levantar a bandeira do audiovisual completo, de qualidade, dentro do marketing digital. Até então, as pessoas gravavam curso com o celular mesmo. A gente passou a não gravar só os criativos, mas também os próprios cursos com uma qualidade cinematográfica muito diferenciada.
E é, querendo ou não, um dos destaques que as pessoas o reconhecem. Dudu, e assim, dentro do mercado, né, de…
A construção da marca é muito importante, mas muito se fala da construção da narrativa, da copy, do storytelling. Como que foi pra vocês o processo de entender o quão valioso isso era na trajetória ali, da marca e da construção do posicionamento do Thiago Finch? É muito legal, porque quando a gente fala disso, é algo muito impalpável, né? É difícil ter métricas pra isso. Mas a métrica que a gente conseguiu ter… É… No final das contas, dinheiro. E como que a gente metrifica isso? Os custos por leads ficaram muito mais baixos do que qualquer outro lançamento. A gente gastava muito dinheiro, a gente gastava muita energia pra criar o storytelling, pra criar um branding muito alto.
Mas, consequentemente, o nosso custo por lead, nossos custos pra fazer vendas diminuíram drasticamente. Então, a gente começou a ver retorno nesse momento. Vocês perceberam, assim, logo cedo, que seria o grande diferencial dessa construção? Exato. Tem muito lançamento que é feito com, no mínimo, 100 criativos. O primeiro lançamento do Finch, em 2021, Nômade Milionário, rodou com 5 criativos. Olha que doideira. Foi um lançamento de quase 24 milhões de reais, 128 mil reais investidos em tráfego pago. E é uma informação importante, né? O lançamento do Thiago foi o maior da América Latina. É, o segundo. O primeiro, em 2021, que foi, tipo, super disruptivo…
Aham. …já foi um grande atraso. A galera que era produtora de infoproduto ficou incrédula. Como assim o cara gasta 128 mil reais e retorna 24 milhões? O que ele fez de diferente? Quando começaram a descobrir que não era um lançamento comum, o público começou a ficar consciente de que dava pra fazer diferente. E, pera, volta um pouquinho. Você falou que foram 5 criativos, né? A gente sabe, a gente que trabalha dia a dia com lançamento, com estratégia. O quanto é recomendável a gente fazer vários criativos pra atingir o público, pra testar. Então, aqui nesse caso, você trabalhou muito a questão da qualidade do que a quantidade, né?
Isso, e não só a qualidade, mas também a curiosidade. Porque, na época, os anúncios mostravam o Thiago viajando e falavam, se você quer descobrir como eu faço isso, como eu viajo e ganho dinheiro, clica no link. Todo mundo… Como é que esse cara tem essas viagens, tem esses vídeos, tem essas fotos lindas? O que ele faz pra ganhar dinheiro? Então, a gente já gostava muito da curiosidade. Então, a gente conseguiu muitas exposições. Vocês já trabalhavam nessa construção, já? Desde o começo. Porque, na minha percepção de branding, é dar motivos pras pessoas falarem sobre você. Desde um grupo de amigos na mesa do bar, ou desde uma mesa de negócios que os caras estão assinando negócios milionários.
Então, desde o começo, a gente dava motivos pras pessoas terem curiosidade sobre o Thiago. Pra que conversassem sobre ele. Não seria escrita. Seria também a forma como essa imagem seria entregue. Como tudo seria trabalhado. Acertou em cheio. A melhor copy é a que não precisa ser escrita. Uau. A gente se inspirou muito no universo do cinema. Os caras, com uma cena, com um diálogo, com uma trilha sonora, conseguem passar muito mais emoção do que, às vezes, num livro inteiro. O primeiro lançamento, assim, qual que foi o resultado? Do primeiro que já teve, dentro do mercado, já teve uma percepção gigantesca. E foi um dos maiores.
Foi o maior, na verdade, né? É. Em 2021, a gente fez o primeiro lançamento do Nômade Milionário. Primeiro lançamento do… Que, até então, a equipe do Thiago era extremamente pequena. E eu, até então, era o único videomaker. A gente só tinha uma pessoa pra tomar conta do todo o audiovisual. Tanto pros criativos, quanto pra produção do lançamento. As lives que a gente fez foram super disruptivas. Quanto pra produção das aulas. Então, isso é meio que inconcebível hoje. Pra fazer algo com a qualidade que ele tinha, a gente tem equipe, hoje, internamente, do mínimo 10 pessoas. Em outras empresas, acontece o mesmo. E, antes, era só você.
Na época, era só eu. Tipo, era uma loucura. Teve um processo de construção ali, né? Porque todo mundo vê já o negócio pronto e acha, nossa, tem muita gente por trás. Então, desde o início, a entrega foi feita com qualidade, mas era só você que tava ali por trás. Na parte do audiovisual. Agora, copywriter era também só um. Gestor de tráfego era só um. Equipe totalmente enxuta. Era uma equipe de vingadores, sabe? Super enxuta, mas que fez um resultado surreal. Ô, Dudu. E esse primeiro, foi o primeiro maior lançamento. É, tem esse recorde também. Foram dois recordes, né? O mais recente, mas aquele foi o primeiro maior lançamento.
Era a primeira vez que eu lancei, aí fez 24 mil. 24, com 128 mil reais investidos. E teve, nesse primeiro, teve, você comentou, né? São poucos criativos, mas criativos certeiros. Mas eu falo de um ponto. Que é a curiosidade. Que é um diferencial. Um diferencial em relação a esse criativo. Quais são os outros pontos, assim? Você deve ter uma tríade, alguma coisa assim, alguns pilares pra chegar no criativo, que assim, cara, fazendo esse checklist, eu sei que é certeiro. Tem a luxúria, que vem do sexy canvas, que é uma coisa que a gente usa muito. Que é, as pessoas veem intrinsecamente, inconscientemente, tem a luxúria, sabe?
A gente sempre incita isso. Com as companhias que o Thiago tá, com os carros que ele dirige, os lugares que ele viaja. Sempre a gente incita isso de alguma forma. É um processo de criação de vocês. É. Então lembra da copy que não precisa ser escrita? A copy que é mostrada com imagens? A gente sempre põe algum elemento que inconscientemente ativa alguma coisa nas pessoas. E a batata, velho. Sempre a gente consegue ativar a curiosidade das pessoas por isso. O primeiro lançamento já, né, teve uma repercussão gigantesca. E nós tivemos o segundo com 128 milhões de faturamento em… 48 dias? 49. 49 dias. Uau. Esse foi surreal.
Como foi pra você, assim? Conta um pouquinho pra nós. A gente já tava muito mais preparado. Com uma equipe muito mais robusta. Mas a gente já tinha consciência de que seria o estado da alhaço. O mercado tava inquieto e esperando pra saber o que ia acontecer. Porque as estratégias que a gente usa pra um lançamento são totalmente diferentes de lançamentos comuns. Lembra aquela ideia dos criativos? A gente fez um lançamento desse tamanho com dez criativos pré-campanha. Nesse segundo lançamento. Esse segundo. Dez criativos. Mas com a mesma pegada. Com a mesma pegada. O Thiago viajando e o Thiago sendo curiosidade. Uau.
Dez criativos para um lançamento de 128 milhões de faturamento. Então, tinha essas imagens de viagem, mas ao mesmo tempo a gente fez quatro criativos que a gente chama de criativos cinematográficos. Que eram criativos, por incrível que pareça, longos. Mais de dois minutos. E na vertical, né? Não eram criativos feitos pra mobile, que é o que todo mundo tem de hoje. A gente pedia pras pessoas girarem a tela celular. Porque o conteúdo que a gente tava postando atraía. A gente fez releituras de filmes que, mais uma vez, inspiram a gente pra que as pessoas pudessem entender e ficarem curiosas sobre o que o Thiago ia ensinar. Geralmente, tudo na contramão que a gente fez deu certo.
Criativos que devem ser de dez segundos, a gente fez de dois minutos. E foram um dos menores cursos de política que a gente teve. Olha que legal. Uau. E como que começou essa história, assim? Conta um pouco pra nós. Como que você conheceu o Thiago? Como você entrou no universo de Thiago Finch? Olha que curioso. Em 2019, isso. Isso era metade. Mais ou menos agosto de 2019, eu tava conversando com um amigo que era designer. Nessa época, eu era fotógrafo de festa. Fazia vídeo pra empresas, vídeos de eventos. Você tinha a sua empresa ali? Tinha uma produtora audiovisual no sul de Minas. E fazia também flyer de festas.
Sabe, a festa da faculdade. Eu era o cara da cidade do interior, uma cidade que eu trabalhava e morava. Tinha 40 mil habitantes. E sempre fiz muito flyer de festa. E tinha um amigo da cidade vizinha que era freelancer do Finch. Você é de onde? Santa Rita do Sapucaí. Nessa época, eu morava lá. Ah. E esse meu amigo, ele falou, Dudu, olha o cara que eu tô fazendo freela. Ele trabalha com uns negócios de internet. Ele lançou um edital pra escolher um videomaker pra viajar o mundo. E eu acho que tem tudo a ver com você. Ali foi seu primeiro contato com o nome Thiago Finch. Foi. E até então, ele tinha menos de 9 mil seguidores no Instagram nessa primeira viagem.
E eu falei, pô, quem que é esse cara, né? Ele tinha uma aparência diferente. Já tinha viajado pros Estados Unidos. No Instagram dele tinham essas fotos bem legais que ele fazia até então com um tripé. Ele levava na viagem um tripé que programava fotos. Ele mesmo fazia. Ele mesmo fazia. Inclusive, ele sentiu dificuldade nisso. E falou, na minha próxima viagem eu preciso de um videomaker. Foi aí que ele lançou um edital pra escolher o videomaker. Pra viajar o mundo com ele. E a oferta era muito boa. Queria ser muito bem pago. Conhecer os melhores lugares do mundo. E ter as melhores experiências. Tudo o que um videomaker na minha idade queria.
Você tinha 4 anos? Na época eu tinha 27. 27. Era tudo o que meus amigos videomakers da minha idade queriam. Viajar o mundo, trabalhando e ganhando muito dinheiro. Só que os requisitos que o Thiago pedia eram muito peculiares. O primeiro deles, que já cortou muita gente que eu conhecia, é ter visto o Americano. E aí entra a primeira lição. Que é estar sempre bem preparado para o que vier. Eu já tinha visto o Americano porque na faculdade, que não era de audiovisual, sou formado em engenharia de telecomunicações. Totalmente descorrelado com o que eu faço hoje. Mas eu sempre era o cara que não estava na sala de aula.
Eu estava organizando um movimento estudantil, participando de empresa júnior, diretor acadêmico, organizando festa, gravando empresa. Eu era o cara, tipo assim, despachado. Você viu uma oportunidade ali, você poderia estar ativo dentro do mercado. E aí você abriu para essa nova possibilidade, para esse novo mercado. Por conta das minhas habilidades fora de sala de aula, eu estava participando de viagens pela faculdade. Em uma dessas viagens, o diretor da faculdade assinou uma carta para apresentar no pedido do visto, que eu ia representar uma faculdade. Então o visto veio de mão beijada. E de todos os meus amigos videomakers,
raríssimos que tinham visto o Americano na época. E no edital do Thiago pedia visto americano. Porque como que a gente viria para os Estados Unidos filmar na época sem o visto? Então tudo o que ele pedia nos requisitos eu tinha. Equipamentos XYZ eu tinha por causa da produtora. Já ter falado outras línguas, eu fazia alemão e inglês. Então tudo o que ele pedia eu tinha. E todos os meus amigos nenhum tinha. Eu falei, pô, não é algo tão difícil de conseguir. Era tipo um bilhete da Mega Sena que eu tinha 99% de ganho. E aqui, aprovado no processo de seleção, começam as viagens, né? Foi super concorrido, inclusive.
Na época tinham mais de 100 videomakers do mundo inteiro. Uau. Mas aí eu fui escolhido e logo em seguida, um mês depois que ele falou, Dudu, você foi escolhido, bora viajar para Bali no mês que vem? Na época eu estava na faculdade ainda. Falei, velho, bora, não tenho medo de nada. Era o meu grande sonho viajar produzindo conteúdo. E a gente fez a primeira viagem. E aí vocês começaram a viajar ao mundo. Exato. E nessa época, eu fui simplesmente o videomaker e o fotógrafo. Então, na primeira viagem de Bali, ele já tinha um roteiro dos lugares que iam ser gravados, das cidades que a gente ia ficar. Hoje você é o diretor de toda a operação que roda por trás da marca, né?
Isso. Eu cuido do branding. E o branding supervisiona tudo que tem a imagem do Thiago. Tudo que ele aparece, tudo que ele comporta. Toda impressão que as pessoas têm dele, eu sou responsável. Então, sempre quando acontece alguma possível crise, eu tenho que estar ligado para saber o que está acontecendo, para saber o que ele vai falar. Eu passo as impressões que outras pessoas têm dele, não só empresários, mas players que estão começando, pessoas que estão fora do marketing. Eu converso com muita gente e sempre pego informações para saber como a gente se posiciona perante essas outras pessoas. E é legal que na construção,
você não começou onde você está, né? Exatamente. Eu era o cara que tirava as fotos. Só que na segunda viagem, eu já entendi que se a gente fosse tirar as mesmas fotos que todo mundo tirava, a gente não ia ter um resultado diferente. A primeira viagem de vocês foi onde? Foi para Bali, na Indonésia. E foi super legal. Só que ainda assim, era um pouco comum. Eram as fotos que as mesmas pessoas tiravam. Na segunda viagem, que já foi para Dubai, foi super legal. A gente começou a produzir algumas cenas. Então, não era só pegar um carro e ir para o deserto tirar foto na areia. Tinha um processo, uma estrutura base para essa construção.
Como que a gente contaria uma história diferente das outras? Como que a gente ia dar motivos para as pessoas falarem de nós? Eu lembro que teve um caso muito legal que a gente queria tirar foto no deserto e ele estava com uma garota na época. Simplesmente para não pegar só a garota tirar foto no deserto, a gente alugou um vestido longo, vermelho, super longo, assim, comprido, e um camelo. Aí colocou o Thiago sentado no camelo e a garota estendendo a mão. Tipo, o cara não estava lá, né? Pronto. Você precisou organizar toda a operação para aquilo ali. Então, a questão de pensar o que seria feito antes era muito importante.
A gente já visualizava a foto e o vídeo antes de ele estar pronto. E depois, correr atrás da execução. E essa foto deu muito resultado. Eu lembro que quando a gente postou, o Thiago recebeu muitas mensagens, de pessoas falando, cara, essa foto que você postou te posiciona como um cara como nenhum outro player que vende viagens no mundo, que vende viajar no mundo ganhando dinheiro teve. E foi na hora que ele sacou que, pô, realmente não é só a foto, é o contexto, sabe? Mostrar poder, mostrar de novo a questão do sexy canvas, sabe? É muito forte. A gente entendeu que, nessa hora virou uma chavinha na minha cabeça,
ensinando o Thiago. Vamos produzir o conteúdo que ninguém está produzindo, mesmo que seja mais caro, mesmo que seja mais difícil. De todas as fotos que a gente tinha postado, uma foto chamou mais atenção. E cada passo que vocês davam em relação ao posicionamento, vocês visualizavam que esse era o caminho. Isso, porque a gente via o feedback das pessoas. E na época eu não tinha nem lançamento. Eu não tinha noção do plano do Thiago, de não só fazer o lançamento… Quando você foi para o Bali, você não sabia de nada. Eu simplesmente estava produzindo foto e vídeo. Até mesmo para Dubai. E como foi o Bali para você, assim?
Conta um pouquinho para a gente a história. Porque como era a primeira viagem, eu não conhecia o Thiago. Está um pouco nervoso? Eu conhecia ele pessoalmente por causa da entrevista de emprego. Que a última etapa do processo seletivo era pessoalmente. Mas a gente não tinha muita liberdade, não tinha muito contato. Então meio que estava pisando em ovos. E ele também, sabe? Ele estava meio que… Não que incomodado, mas um pouco sem saber o que fazer. Mas a gente se deu bem, super de boa. Nos primeiros dias a gente estava super brother já. Foi a primeira vez que o relacionamento começou ali, de fato. Parece até coisa de namorada, né?
Você está com o Thiago há quanto tempo? Mas foi isso. Foi a primeira viagem. E foi inclusive um dos momentos que a gente ficou mais próximo. Quanto tempo vocês estão juntos, assim? Eu estou junto com o Thiago há quatro anos, assim. Trabalhando juntos. É um relacionamento sério de quatro anos. E por conta da nossa proximidade, cria uma relação não só profissional, mas também de amizade. Vocês estão juntos o tempo inteiro, né? Hoje a gente é muito próximo. Tanto que eu já salvei a vida dele algumas vezes. Em Bali foi a primeira. Como que foi? E salvar a vida do Thiago Finch em Bali? Ele sempre conta essa história.
Porque no terceiro dia de viagem, a gente tinha um dia que a gente tinha uma ilha que era famosa por ter muita tartaruga. E nesse dia, a gente mergulhou do barco. Só que eu não sabia, ele não me contou, que ele não sabia nadar. Nossa. Aí ele pulou no barco. Eu fiz a cena dele mergulhando e tal. E ele falou, Dudu, se eu achar uma tartaruga, eu te chamo. Eu fui para o lado procurar a tartaruga. E quando eu olho para trás, ele está, Dudu, vem, volta, volta. Eu achei na hora que ele tinha achado a tartaruga. Quando eu aproximei dele com a câmera, a gente estava com uma GoPro, ele já pulou em cima de mim e falou, estou afogando, velho, não sei nadar.
E eu tipo assim, o cara é o maior inteligente, o maior viajado, rico. E essa você não estava filmando, né? Não estava. Aí eu, pô, como assim, você não sabe nadar? Ele falou, obrigado que você está aí, porque era para eu ter morrido. Segurou assim. Ele pulou igual a cena de bombeiro, sabe? De praia, querendo sobreviver. Ele ia morrer. Thiago Finch sendo salvo então em Bali pelo Dudu. Não, terceiro dia de viagem, a gente, tipo assim, estava se habituando ainda. Aí depois disso, olha que doido. Não, aí o Renato estava tipo sério mesmo, né? Poxa, você salvou a minha vida. Ganhei a confiança total depois disso.
Quebra uma barreira, saca? Então a gente ficou bem mais próximo. E desde então, eu por estar sempre perto, não sou mais só video maker. Eu ouço muitas coisas, eu vejo muita coisa que acontece. E eu lembro que nas primeiras palestras, pós primeiro lançamento, que teve o resultado estrondoso, ele foi convidado para dar palestras em masterminds, em eventos grandes. Enquanto eu tirava foto, gravava os vídeos, eu anotava as percepções que eu via as pessoas tendo quando ele falava. Que legal. E apresentava para ele. Olha, esse cara, quando você falou isso, ele teve essa reação. Nessa hora você falou uma coisa que não colou bem.
Nessa hora você falou um erro de português. E ali você também foi demonstrando as suas habilidades para ele, né? Como você poderia somar naquela relação também. Criando valor, sabe? Criando mais valor do que ele esperava. Hoje, se você pudesse orientar as pessoas que estão nos ouvindo, o que você orientaria para esse processo? Porque teve um Dudu que começou, né? Foi subindo escadinhas ali em relação à construção de um relacionamento profissional com o Thiago. O que você indicaria para quem está começando, está nesse processo de construção? Tem uma coisa que eu sempre falo para quem é próximo, sabe?
Que é estar sempre em movimento. Eu desde o começo, mesmo antes de conhecer o Thiago, muito da minha carreira foi sempre crescendo por conta disso. Mesmo quando eu não tinha trabalho, sabe? Eu sempre fui muito confortável, sempre tive bons contatos, boas conexões. Mas mesmo quando eu queria um trabalho maior, com pessoas maiores e eu não tinha esse contato, eu oferecia meu trampo, mesmo que de graça. Você acredita então que sair da zona de conforto te promove alcançar novas oportunidades? Total. E se colocar desafios. Porque sempre quando você está no conforto, fazendo as mesmas coisas, achando que os meus 4 mil reais por mês estão de boa,
os meus 10 mil reais por mês estão de boa, os meus 20 mil reais por mês… Você se coloca numa zona de conforto. E você só evolui quando você conscientemente sai dessa zona de conforto. No meu caso, eu nunca estava satisfeito com o jeito que eu estava com a minha vida. Eu sempre queria mais. Então eu sempre procurava novos trabalhos, procurava novos projetos maiores. Você estava na engenharia, né? Outro mercado… Eu estudava engenharia, morava numa república. E assim, eu sempre gostei muito da minha vida, mas sempre queria mais. Então sempre eu estava pronto para situações. Porque eu estava em movimento. Aprendia muito com os trabalhos que eu fazia.
Aprendia muito com as pessoas que eu conhecia, principalmente. Eu adorava quando eu ia gravar numa empresa, e o dono da empresa me dava liberdade para conhecer mais do business dele, do negócio. Eu adorava andar em linha de produção das empresas para entender como é que funcionava. Fiz muita conexão de empresários. E isso tudo foi te moldando para você conseguir hoje servir e somar no lugar que você está. Total. E tanto que as portas foram se abrindo. Desde antes do Thiago até hoje, quando eu estou com o Thiago, várias portas se abrem por conta disso. As pessoas entendiam que o Dudu da foto e do vídeo não era só aquilo.
Eu sempre entreguei mais. Eu lembro que o convite do Thiago para eu ser sócio dele veio depois de um mastermind. Porque a gente tem grupos de mastermind, né? O Gold Age e o Empire. A gente fez um em Floripa, que eu sempre, como eu organizava eventos na época de faculdade, eu ajudava muito o pessoal da empresa a organizar um evento de mastermind para ser um pouco diferente. Ter mais experiências diferentes. Não só palestra. E nesse evento de Floripa, eu me esforcei muito para cuidar muito da experiência dos convidados. Então eu me posicionava na porta quando eles chegavam. Falava muito obrigado por ter vindo. Fazia uma boa recepção.
E todos os convidados, a maioria deles citou para o Thiago. Pô, fui muito bem recebido aqui. O pessoal dessa equipe é muito jóia. E a galera da equipe estava vendo isso. A experiência é um ponto que conta muito, né? E todos os projetos, eu sempre impliquei isso de experiência. É um conceito que eu trouxe da Disney. Na época, antes de eu ir trabalhar com o Thiago, eu estava num dilema na minha vida. Eu era presidente do diretor acadêmico da faculdade. E na hora que eu fui eleito, eu tinha sido aprovado no processo seletivo da Disney. Para eu trabalhar nos parques num programa de faculdades lá. Então se você é brasileiro
e faz faculdade, você pode aplicar para trabalhar na Disney. Tem um processo seletivo super acirrado. Tem que falar inglês. Tem que ter visto. Tem que ter vários requisitos. E eu fui aprovado. Porque eu era fã da Disney. Do jeito que eles geravam entretenimento. Do jeito que eles geravam experiência. Eu era fã sem mesmo ter ido para o parque. Fora isso, assim, Dudu. Eu te conheço, né? E você é uma figura que tem muito a ver com a Disney. Eu falei para você algumas vezes, né? Porque se você for ler um livro da Disney, você até esqueceu um livro que eu li. O jeito Disney de encantar. O jeito Disney de encantar.
O jeito Disney de encantar. E aí o que você falou tem muito a ver com isso. Porque é muito da sua personalidade, né? Tanto é que quando você fala assim da diferenciação, de gerar valor e tudo mais. Na verdade, essa personalidade que você tem de fazer as coisas mais do que é pedido para fazer. Exato. Porque na Disney todo mundo lê Disney. Todo mundo limpa a Disney. Então todo mundo é… É questão do over delivery, né? Você sempre entrega mais daquilo que… E isso é um ponto importante da gente falar, né? Um processo de entrega. Você sempre se doar a mais e mostrar ali o quanto você pode somar naquele local
para possibilitar você alcançar outros patamares, né? Eu lembro que depois desse livro da Disney, esse caso que o Renato falou é super legal. Lá na Disney eles têm, vamos supor, 10 mil funcionários. Quando eu fui fazer o processo seletivo em São Paulo, tinha uma galera na sala e o diretor da Disney perguntou, pessoal, vocês sabem quantos dos nossos 10 mil funcionários, quantos são limpadores, faxineiros? A galera começou a chutar. Ele falou, não, todos os nossos funcionários são responsáveis pela limpeza. Se um deles ver um papel no chão, eles vão agachar para pegar. Eu lembro que isso me marcou muito. Tanto que nesse evento de Floripa do Mastermind,
qualquer coisinha que eu via no chão eu pegava. Eu trabalhei muito para cuidar da limpeza do local. Mas principalmente da experiência das pessoas lá. E isso sempre foi muito bem que isso, né? E o lance de vestir a camisa mesmo, né? Eu sempre, em todos os projetos, vesti muito a camisa. Isso foi abrindo portas. Foi trazendo resultado. Então o lance de estar sempre em movimento não é só estar em movimento por obrigação. É vestir a camisa e querer fazer o projeto que você está alavancar. É querer fazer o projeto que você está render grana, render fruto, sabe? E você construiu isso muito bem nos últimos anos. Nesse processo de construção,
o que você considera importante em relação ao branding, ao posicionamento, à marca? Se hoje, por exemplo, eu quero construir uma marca forte, qual é o caminho que você diria para nós, para a gente estar nesse processo e trabalhar isso? É constantemente criar motivos pelo qual as pessoas falem de você. Ou da sua marca. Toda essa construção do Thiago vem dele. Ele é esse cara. Que a gente vê nos stories. Nos stories isso fica mais amplificado. Mas ele é aquilo. O meu trabalho foi só criar assuntos para que as pessoas falassem dele. Então todas aquelas ideias de stories criativos, aquelas piadas, aqueles cenários que a gente montava,
era nós pensando em dar motivos para as pessoas comentarem sobre isso. E aqui, o Thiago é ou não um personagem? Como que é isso? Qual dos personagens? Bom, a cada hora ele está em um lugar, a cada hora ele é uma pessoa diferente. Como que é entender o papel do branding dentro desse posicionamento dele? E as pessoas têm dificuldade em relação até à separação. Poxa, não, ele não é real. Não, ele é um personagem. Mas afinal, o que é essa construção? Eu convivo muito com o Thiago. E muita gente acha que é um personagem aquilo que ele criou. Sabe? Ele não criou aquilo. Aquilo é ele. A intencionalidade. Foi fruto do desenvolvimento dele, sabe?
Ele é um cara que largou o ensino médio. Então ele não teve a escolaridade que muita gente teve. Por outro lado, é um cara que era muito imerso em filme. Ele estudou e sabe muito de comportamento por conta de filme. Então ele estudava não só os atores, mas os papéis que os atores faziam. Ele teve muito essa percepção de sociedade através dos filmes. A modelagem, né? Isso. Ele modelou muito os personagens. E isso reflete no que ele é hoje. Então se ele se veste bem, é porque ele sabe que nos filmes que ele assistiu, as pessoas que se vestiam bem se davam melhor na vida. O que não deixa também de separar meio que ele é a imagem dele com o que ele é, né?
Porque de fato ele construiu esse processo. Na internet só fica mais amplificado. E a gente amplifica isso justamente para dar motivo das pessoas comentarem sobre isso. Justamente para chamar a atenção. Mas ele já é isso. E todos nós temos várias versões de nós mesmos. Então a gente sempre pode brincar uma coisa com a outra, trabalhar ali. Para você ter noção, nas viagens que a gente faz, a gente fica nos mesmos hotéis. Eu nunca vi o Thiago de pijama. Ele não tem o chinelo de dedo. Ah, isso é uma boa. Então ele anda sempre de terno? É isso mesmo? Quando não é de terno é com uma roupa muito bem alinhada. Uma roupa social, uma calça de afaiataria.
Eu nunca vi ele de tênis. Tênis assim, que é um tênis mais básico. Ele só usa sapato social. A gente foi uma vez num parque de diversão, que é comum a gente andar, né? Até nós que usamos tênis confortáveis. A gente ficou com o pé machucado. Ele foi de sapato social. Então ele já tem um posicionamento, né? Não gosta de funk. Não gosta de funk. E a história do Barões da Pisadinha também? Não, mesmo? Como que é isso? O Barões da Pisadinha foi em Dubai. Conta para a gente, para ele entender melhor. A gente estava dez dias já em Dubai. E todas as vezes que a gente postava alguma foto no feed, tinha comentários.
Ô Thiago, encontra a Rogéria. A Rogéria está aí. Aí a gente um dia, pô, quem é essa Rogéria? A gente perguntou. A gente foi lá procurar a Rogéria. Chamamos o Instagram dela. E ela tinha mandado várias mensagens para o Thiago no inbox. Oi, também estou em Dubai. Vamos gravar alguma coisa? Porque muita gente que trabalha com digital, que trabalha com mídia, quer bons conteúdos. E muita gente quer estar perto do Thiago, perto da nossa equipe, porque sabe que a gente vai produzir conteúdos legais. A gente foi e convidou ela. A gente estava no dia numa cobertura de um hotel que a gente alugou para produzir conteúdo. E logo que ela chegou, deu muita sorte.
Porque no dia anterior, o Thiago tinha ido numa balada. E ele postou os stories. Porra, está tocando Michel Teló aqui na balada em Dubai. Nossa, eu odeio sertanejo. Eu gosto de eletrônico. Aí quando ele tocou Barões da Pisadinha na balada. Eu odeio Barões da Pisadinha. Nunca que eu vou ouvir isso na minha casa. No dia seguinte, com a Rogéria lá na casa, a primeira coisa que ela fez na hora de chegar na casa, ela… Deixa eu pôr uma música aqui que eu gosto para a gente dançar. Colocou o raio do Barões da Pisadinha. Ela puxou ele. Ela é despachada. Ela puxou o Thiago para dançar. Ele era magro na época. Todo desajeitado.
Colocou o menino para dançar Barões da Pisadinha. E o público dele, que a gente postou, obviamente, nos stories, eu gravando isso. O público adorou. Porque era… Eles viram o Thiago, que tinha aquela panca de cara elegante, de eu que comando a situação. Está refém da garota, né? Ele sem jeito para dançar. Foi uma desconstrução. Uma quebra de padrão ali. E foi uma das primeiras que furou a bolha. As pessoas começavam a mandar para os amigos. Olha esse cara aqui, esse rico passando vergonha. Esse cara aqui, todo fartão, todo passando vergonha. Deu motivo para falarem sobre nós. O que, nessa situação, era uma situação desconfortável para ele.
Mas a gente começou a trazer audiência. Essa audiência nova, aos poucos, foi sendo mordida pelo bichinho da curiosidade. Então, cada vez mais, a gente entendeu que era o game era esse. Trazer pessoas que, aos poucos, iam conhecendo o Thiago. Iam ficando curiosas sobre ele. E que podiam ser futuros parceiros, futuros clientes. Isso tudo antes do primeiro lançamento. E a questão do lançamento também, né? Ele já tinha a questão do lançamento na cabeça. Ele é um cara que, ainda quando eu fazia só foto e vídeo, ele já tinha o plano traçado desde o começo. E os números desses lançamentos são reais mesmo? São reais e astronômicos.
Inclusive, a situação que eu tenho de vida hoje, a situação que eu posso dar para os meus familiares, é fruto do lançamento. Sabe, o impacto que a gente fez para as pessoas. Eu ando em aeroporto com ele, eu ando na rua com ele, quando a gente viaja, eu fico super feliz de ver pessoas parando e agradecendo ele. Aconteceu de pai, de aluno, já falar, ó, obrigado pelo que você fez com o meu filho. Você vê de fato a transformação. Demais. Eles falam assim, meu filho hoje me ajuda em casa. Eu estava passando dificuldade e meu filho que me banca. Sabe, eu vejo muito pai falando sobre o Thiago, assim. E os próprios alunos que abordam a todos os momentos agradecendo.
Então, essa mudança que a gente faz na vida das pessoas impactam para a gente também. Tanto do lado emocional, quanto do lado de prosperidade. Deixa eu perguntar então. Ô Dudu, eu conheço o Thiago também, já há 10 anos. Também desse mesmo estilo assim, né. Já desde sempre. Mas, qual que foi a pegada do cabelo dele? Porque, tipo assim, não era assim quando eu o conhecia. Ele foi mudando, moldando para chegar nesse ponto. Quem foi? Verde, você ou o Thiago? Cara, vem dele, vem dele. Lembra da modelagem? A gente faz muita modelagem. E ele, intensivamente, faz isso. Ele sempre segue artistas, atores. E ele foi vendo transformações de cabelo de vários artistas.
Do DiCaprio, do próprio Brad Pitt. E eu, no dia em que eu vi o cabelo do Brad Pitt, eu falei, pô, esse cabelo do cara está super massa. Eu vou deixar crescer e fazer igual. E ficou muito melhor. O cabelo mais curto, mais moreninho, ele era igual. Ele se parecia com qualquer outra pessoa. Ele não era marcante. Com o cabelo que ele tem hoje, esse loiro, que é super difícil de manter, inclusive, ele se diferenciou. Ou seja, até o cabelo é intencional. Tinha uma questão de arquétipo lá, que ele já está estudando? Sim, tem a questão dos arquétipos que a gente usa. Não é o mais forte, sabe? Não é o que puxa nossos estudos, nosso posicionamento,
mas a gente usa como base. A questão do cabelo visual, de chamar atenção e ser marcante, é muito forte. Você bate o olho e vê uma pessoa de terno com aquele cabelo, você nunca mais esquece. Tanto que hoje criam-se personagens, cosplay. O Thiago, na internet, ele tem cosplay. Ele tem fãs que se vestem igual. Tem fãs que usam o cabelo igual. Mas as pessoas não sabem que dá muito trabalho para manter o cabelo daquele. Teve um caso engraçado. A gente estava em Paris, numa Eurotrip. Mas por que você fala que dá muito trabalho? Em relação à pintura? O que é? Não é uma pintura. É para deixar daquele jeito que ele gosta.
Porque assim, não é só lavar. Tem que secar com o secador certo, passar o shampoo certo. Já aconteceu várias vezes. A gente está pegando o avião, aí ele esquece o shampoo na mochila. Aí não pode embarcar. Que trabalho que dá. Porque a gente tem que ir em outro país achar um shampoo igual ou parecido. E se não usar o mesmo shampoo, fica diferente. Aí não fica igual. Teve um caso que a gente estava na Eurotrip para ser premiado em Cannes. Ele foi convidado para assistir. Se você quiser passar raiva nele, é só tirar o shampoo. Não, você faz o seguinte. Você corta a água do banheiro dele. Você vê o cara ficar bravo.
A gente está em hotel. Às vezes, mesmo em hotel bom, acontece. A água fica fria, depois volta. Bicho, eu já vi ele nervoso com água no chuveiro. Aí vem o sotaque bravo do mineiro. Mas esse de Cannes, a gente ia para a Europa justamente para receber assistir essa premiere em Cannes, num prêmio. E ele estava com o cabelo impecável. Só que o cabelo impecável dá muito trabalho para cuidar. Para tomar banho, secar, passar o secador. E a gente estava em Paris antes de Cannes. Ele falou, eu vou cortar o cabelo para ficar mais fácil de cuidar. Vamos arrumar um cabeleireiro aqui, porque Paris vai ter vários cabeleireiros bons.
Pedimos para o nosso motorista uma indicação. Primeiro erro. O motorista. E ele indicou um outro brasileiro que trabalhava com o cabeleireiro lá. Então, o cara trabalha em cabeleireiro em Paris. O cara deve ser foda. Deve entender tudo. E ele foi cortar o cabelo do Thiago na casa que a gente estava. O Thiago odiou o cabelo. Ele tinha um cabelo louco e ficou com o cabelo curto de novo. Parecendo um leão depenado. E ele ficou super chateado. Eu nunca vi o Thiago chateado. Dificilmente ele está tristone. E logo depois ele já tinha um compromisso. A gente tinha um compromisso extremamente importante, que era Cannes. Nunca vi o Thiago tão para baixo quanto nessa história.
Aí eu falei, quero ver o que ele vai fazendo. Porque ele sempre resolve. Quando ele está acomodado, ele resolve. Aí chegamos em Cannes. E ele ficou triste. Sabe quando você fica do lado da pessoa, ela não abre a boca, ela fica só olhando para baixo. Não é que ele arrumou mega hair. Sério? Eu lembro que ele falou, segura aí, eu vou demorar oito horas no salão. Eu falei, o que você vai fazer oito horas no salão? Ele falou, vou colocar mega hair. O cabelo dele voltou ao normal. Sabe aquelas presilhas assim? Igual artista mesmo. Igual mulher. Ninguém sabia. Ninguém sabia. Só você, né? Os vídeos. Agora e todo mundo.
Eu e a Rai. Eu lembro que no tapete vermelho, ele estava com o cabelo sensacional. E no dia anterior, ele estava triste por causa do cabelo curto. Voltou a sorrir. Voltou a sorrir. Não, em grande estilo agora. No tapete vermelho de Cannes.
Está aí também uma habilidade no empreendedorismo. Você ter habilidades de resolver problemas. E às vezes até você não vê o problema como um problema. Como você encara isso? Eu mesmo, nesse caso, estava assim, Thiago, agora não adianta. Tem que esperar crescer, né, velho? Eu me limitei. Olha que doido. E ele é outlier, né? Falou, porra, vou dar meu jeito. E foi super caro esse mega hair. Não sei se custou 30 mil reais, uma coisa assim. Ele falou, sabe quando o dinheiro não é problema para esse tipo de coisa? Sim. O cara que um dia está triste, no outro dia está super feliz e está no lugar que ele queria estar,
com o cabelo que ele queria estar, pô, não tem dinheiro que paga, mano. Sabe? Então, eu já estava cético. Olha que doido como a gente se complementa. Eu falei, velho, tem que esperar crescer agora. E no fundo, eu estava tirando uma onda também, né? Porque foi engraçada a situação. Vai ter história para contar. Vai, vai. É a questão, assim, de você saber também resolver as situações e os conflitos, né? Durante o dia a dia. Porque a gente sabe que no empreendedorismo você tem vários desafios diariamente. É um leão por dia, literalmente. É, um leão por dia. Muito legal. E, aí, deu tudo certo? Deu tudo certo.
Ele passou no… O vídeo ficou super legal. Ficou muito bom, então. Ficou feliz. Não ficou mais tristonho como ele estava. E o Mega Hair durou quanto tempo? Durou até o cabelo crescer de novo. Aí, ele foi aos poucos parando de usar. Todas as vezes que a gente chegava para gravar, tinha um cabelo em cima, um tufo de cabelo em cima da mesa. Então, pronto. Não há problema que não tenha solução, né? Ô, Dudu, e você já… Claro, vocês se dão super bem. Mas, teve alguma vez que já pisou no calo aí um do outro? Ou saiu faísca? Nunca saiu com faísca, por incrível que pareça. Tem dia que, às vezes,
a gente… É um pouco mais grosso um com o outro, mas por conta de decisões com atrito. Eu tenho uma opinião, ele tem outra, mas nunca a gente brigou, sabe? E olha que doido, por mais que a gente fique muito tempo junto, quatro anos, é um tempo que você já vai ter brigado com alguém. Pô, marido e mulher brigam com quatro anos. Eu e o Thiago, a gente nunca tretou de sair faísca. A gente nunca tretou, mas acho que é por muito da minha personalidade. Eu sempre… São complementares, né? Como não são perfis mais iguais, os perfis que são mais iguais chocam mais do que… E eu sou muito leve, sabe? Então,
por mais que tem hora que eu tenha vontade de xingar e dar um soco na cara dele… Tá tudo certo. Tá tudo bem. Eu só não dou um soco na cara dele. Tem uma história engraçada. A gente estava nessa mesma Eurotrip, a gente foi para o litoral da Itália. A gente estava em Positano. E tinha uma balada super legal no dia. Ele falou, vamos lá na balada, vamos curtir, relaxar hoje. Aí eu tomei várias, ele tomou várias. Sabe quando você volta da balada bêbado com os amigos? Eu lembro que no outro dia a Rai me mostrou o vídeo. Ele falou, vai, então vai dar um tapa na minha cara. Sabe aqueles negócios de bêbado?
Eu dando um tapa na cara dele, assim. Ele até hoje não esquece dessa história também. Eu lembro. Doeu, viu? Depois já cobraram. Foi legal essa história também. E é legal porque, também, assim, não tem como separar, né? O profissional do pessoal. Vocês estão sempre juntos. Eu tento muito e ele também. Porque tem hora que, eu conhecendo a personalidade dele, eu sei quando ele quer tender para um lado, quando ele quer tender para o outro. E, sendo profissional, eu tenho que… Você está para segurar. É. Então, mas isso é muito bom. No meu caso, é muito bom porque eu consigo complementar.
Sim. Principalmente em ideia, sabe? Às vezes eu vejo ele dando uma sugestão e eu sei que ele poderia dar de outro jeito. Então depois eu vou dar um toque, eu aprendo muito com o Thiago. A rotina de vocês é sempre, o dia todo, sempre vocês estão juntos. É. A gente mora muito perto. Quer achar as duas só… A gente mora muito perto. Tanto quando eu fui morar em BH por conta dele, a convite dele quando teve o primeiro lançamento. Porque até então era videomaker. Eu viajava com ele quando eu voltava para o Brasil e para a minha cidade eu ia para dele. A partir do primeiro lançamento, né? Três meses antes
ele me convidou para morar em Belo Horizonte também para ficar mais próximo. Que daí eu deixei de trabalhar na minha produtora para ficar focado só com ele. Isso foi uma grande virada também. Porque na época eu era inseguro. Será que esse cara realmente vai dar certo? Sabe? Será que esse é um projeto ao ponto de eu largar meu emprego, largar minha empresa, que eu era empreendedor, para poder empreender junto com ele? Mas é tudo certo, né? E o que fez você tomar a decisão de não, eu vou? É o conforto. Eu estava muito confortável onde eu já morava. Estava muito confortável com a minha empresa. O que eu já fazia
eu já era um dos melhores. A minha referência dos meus amigos de homemaking era que eram os melhores vídeos de eventos no Brasil. Então, eu queria mais. E é bem interessante, Dudu, que nem você falou. Você era um videomaker. Claro, ou videomaker, mas um videomaker. Ao longo desse tempo, assim como o crescimento do Thiago, dos negócios do Thiago, você também cresceu porque hoje você tem uma equipe de produtores só com o Thiago, né? E você acumula algumas funções relacionadas à branding. Antes era só o videomaker. Agora é tipo a visão geral de tudo que envolve as marcas do Thiago. Então, isso é muito forte
porque a imagem do Thiago depende muito da qualidade audiovisual. Então, a nossa equipe de audiovisual sempre é escolhida a dedo. E o audiovisual é uma das ferramentas do branding. A gente tem várias outras coisas que não dependem de uma equipe super bem estruturada e competente. Às vezes, a gente consegue resolver alguma coisa de branding com um stories, com um posicionamento. Então, o branding é muito complexo. E tanto é que as pessoas confundem às vezes. Ah, é só fazer bonito. Não tem impacto. É bonito, mas sem impacto. Então, tem muito mais as outras estratégias que vocês acabam elaborando
além de ser visualmente bonito. É dar motivo para as pessoas comentarem sobre você. Essa é a minha definição de branding e isso funciona para todos os negócios. Quando você faz uma ação pensando no que as pessoas vão comentar ou com o vizinho ou com o amigo ou com a namorada, independente da classe social, você vai ter resultado. Porque você vai ter audiência. As pessoas vão falar sobre você. Por isso que os trending topics e os grandes eventos mundiais trazem muito dinheiro, trazem muita atenção. Porque eles dão o que falar. Está tendo a Copa do Mundo, você vai comentar da Copa do Mundo. Sabe?
Sempre os assuntos que estão passando na televisão, você vai comentar sobre esses assuntos. Mas além de falar, tem o controle da narrativa também. Que vocês têm o controle da narrativa. Porque tem gente que só quer fale bem ou fale mal ou fale de mim. Mas vocês têm o controle da narrativa. A gente sempre pensa muito bem pensado os assuntos que a gente vai falar e como a gente vai guiar as pessoas para pensarem sobre uma opinião que a gente quer que elas pensem. Justo. Acho que a frase que fica é em relação ao impacto. Vocês fazem isso com muita maestria. Exato. E é um tipo de manipulação boa.
Sabe? A gente leva as pessoas a criarem um conceito de nós através de coisas boas. Através do que o Thiago é. Sabe? E isso dá muito resultado. Essa questão de gerar motivos para falarem, eu levo tão a pé da letra que não só com o Thiago, mas com coisas para mim. Sabe? Teve uma época que eu sempre gostei muito de fazer stories. E eu sempre fui fanático com equipamentos. Não só de audiovisual, mas de computador. Porque é uma coisa que eu gostava desde criança. Sempre quando eu abro uma caixa, eu falo, eu gravava no meu story, o barulhinho do capitalismo. Mostrava o barulhinho da caixa, do plástico.
E as pessoas começaram a repostar isso. Então sempre quando alguém comprava alguma coisa, na hora de abrir, num momento de alegria, porque, pô, é muito gostoso. As pessoas lembravam de mim. E comentavam com a pessoa que estava do lado. Eu já vi vários vídeos que as pessoas me marcam diariamente. São mais de dez marcações. Eu não consigo mais repostar todas. Reposto uma vez ou outra. Mas em vários, eles estão abrindo em conjunto, sabe? Um grupo de amigos ou um namorado e uma namorada. Abrindo e falando o barulhinho do capitalismo. Oi, Dudu, olha o barulhinho do capitalismo aqui. E a pessoa do lado,
o que é isso? É mais uma pessoa que está sendo impactada. Sabe? Postando na rede social dela. E os seguidores dela que viram as histórias e falam, pô, quem é esse cara? Vai lá e clica no meu nome. Então, é dar motivo para as pessoas quererem entender o que é esse barulho do capitalismo. E sempre com o Thiago eu criei várias coisas assim. Junto com ele, a gente criou vários bordões. Vários motivos. Já há um contexto ali, né? Que é muito mais caro você estar fora do que estar dentro. Que a pessoa precisa o que está acontecendo? O que é essa tribo? Então, vocês geram também um senso de comunidade.
Total. Total. E isso dá para monetizar de várias formas. Atenção, né? Você gera motivo para as pessoas falarem de você e você gera atenção. Tem que fazer o barulho do capitalismo na placa da Tic, tá aí, Dudu? Tem. Tem que colocar o plástico. Tem que colocar o plástico. É isso que estava faltando na placa. Estava mesmo. O lacrezinho. É verdade. Boa, Dudu. Porque você traz aqui um assunto que a gente vê muito o Dudu com o Finch, né? E como que é o Dudu pessoa ali? Como que você se sente falando de sonhos, de expectativa, de desde quando você começou a trabalhar? Quando você começou, né?
O que você pensava? O que você queria construir? O que você queria para a sua vida? E como você está hoje? Legal. Eu sempre gostei muito do entretenimento, sabe? Com 18 anos era o cara que eu não saía porque eu não bebia, não gostava, assim, de me entrosar, mas eu ficava em casa assistindo filme e colecionando trilha sonora. Eu tinha um hobby doido, assim. Mas, apesar de ser muito introvertido, por conta dos filmes também, e isso eu me conecto muito com o Thiago, eu sempre aprendi muito. Eu sempre aprendi muito. Sabe? Sobre o mundo. E também sobre o entretenimento, na questão da filmografia, principalmente.
E isso me trouxe benefícios. Hoje, os vídeos que a gente faz são muito voltados com a trilha sonora, definir o clima do vídeo, definir o mood do vídeo. A minha infância ajudou bastante. E desde aquela época, como eu gostava muito de entretenimento, eu tinha uma meta, né? Que era ter, inclusive, no MSN tinha o sub-NIC. Meu sub-NIC era vou arrepiar o mundo. Hoje eu adaptei um pouco, eu escrevo arrepiado, arrepiando o mundo, porque é o que eu gosto de fazer. É o que te move. O arrepio é a demonstração mais ampla que existe de emoção. Sabe? Quando você arrepia, seja ou de medo, ou de tristeza, ou de euforia,
é o exemplo máximo de que essa emoção está aflorada na pele, literalmente. Então, sempre busco isso. Sempre busco causar isso. E é o que nos movimenta também, né? Total. Eu lembro que eu estava na primeira viagem que eu fiz internacional pela faculdade, eu estava em Nova York, com tudo pago. Eu era super pobre, mas a faculdade pagou para eu poder representá-la nesse evento. E eu estava em Nova York na Times Square, com a mochilinha nas costas, refletindo, nossa, obrigado por estar aqui, sabe? Muito grato. E eu olhava para aquelas telas com as propagandas, e falava, um dia eu quero ter um vídeo meu aí. E depois de cinco anos,
num vídeo do Nômade Milionário, estava um vídeo nosso na Times Square. Sabe? Impactando milhões de pessoas. Não diretamente para as que estavam lá, mas para quem te mostrou depois as nossas histórias. Inclusive, depois, todo mundo fez, porque quando vocês fizeram, foram os primeiros a fazer isso. Todo mundo começou a fazer. Ainda faz, né? É. Essa ação, na época, nós fomos os primeiros a fazer. E olha que legal, uma curiosidade. Ela ocorreu porque um fã nosso, uma pessoa que nos seguia, me mandou um inbox. Fala, Dudu, beleza? Estou vendo que vocês estão indo no lançamento, e vi que vocês fizeram
um anúncio no aeroporto. Vi que vocês fizeram um anúncio também na cidade, com painel de LED, coisas que o marketing digital geralmente não faz. A gente sempre faz coisas diferentes. E esse seguidor falou, pô, se você quiser, eu posso colocar na Times Square. Só manda o vídeo para mim. E eu, ah, para, eu já cotei na Times Square, era tipo 8 mil dólares, não compensa. Ele falou, não, me manda, eu consigo, eu tenho meus meios. Eu não tinha nada a perder, fui e mandei o vídeo para ele. Ele falou, beleza, em tal dia, tal horário, vai ao ar. Eu vou lá e filmo para você. Aí eu falei, ah, beleza, né?
Não estou perdendo nada. E não é que o rapaz me mandou o vídeo? E aí foi o vídeo do lançamento do Nômade Milionário. Do lançamento. Do lançamento. E olha que doido, esse cara, quando eu fui para Nova York esses dias, ele me recepcionou lá. O Anderson, super gente boa. Mas olha que legal, hoje as pessoas usam. Inclusive tem gente que fala, ah lá, o cara é milionário, mas pagou só 30 dólares para fazer, porque é o preço que custa. Qualquer pessoa com o aplicativo do painel de LED lá, você paga 30 dólares e sobe o vídeo. Aí a galera fala, ah, o milionário falou, ficou falando que só ele tinha propaganda,
mas que custou só 30 dólares. Uma coisa é você, de forma isolada, colocar 30 dólares ali. Outra coisa é no contexto que vocês fizeram. Exatamente. No contexto ficou tipo, pô. A gente estava com informação limpa, ninguém tinha feito. Então a gente fez, que coisa melhor do que isso? Ser com pouco gasto, ter o impacto que a gente causou. Pô, se isso é CG, não sei o que é. Em impacto, nós olhando as gravações do curso e tal, também houve um impacto no mercado. Eu nunca vi um impacto no mercado. Então, questão de como foi gravado, do processo. Conta um pouquinho para a gente como que aconteceu ali,
viu gravações no barco, como que funcionava todo esse processo de construção, de estrutura e a exigência também, né? Você trouxe também um aspecto muito importante de qualidade nesses vídeos. Como que, conta um pouco para a gente para entender melhor como que era. Tanto o Thiago quanto eu, a gente sempre foi muito fã e isso servia de inspiração e de aula para a gente. A gente aprendia muito com isso. Quando ele decidiu, me contou a história do Nômade Milionário, do projeto, eu passei a entender mais do que ele queria fazer para divulgar esse projeto. Diferente do lançamento comum, era muito focado
na qualidade audiovisual e também na pegada dos anúncios. Quando a gente fez o primeiro lançamento, o vídeo de vendas foi totalmente diferente do que o mercado estava acostumado. Em vez de VSLs de 20, 40 minutos, mas a grande inspiração veio do cinema. O que o cinema, o que o mercado de Hollywood usa para vender um filme? Os trailers. Os caras são impecáveis com os trailers. A gente falou que a gente precisa de um trailer. E não é só um vídeo de dois minutos que pode ser chamado de trailer. Eram os mesmos gatilhos, as mesmas viradas de emoções, as mesmas trilhas sonoras que eram usadas nos trailers.
A mesma copy. A copy que a gente colocou para o vídeo de vendas foi totalmente uma copy diferente de VSL. A gente realmente inovou nisso. Ainda assim, usando a curiosidade que as pessoas tinham sobre o Thiago. Então toda essa questão da qualidade já começou no lançamento, na propaganda do curso. Quando a gente começou a gravar as aulas, o curso se chamava Nômade Milionário. Tinha seis módulos. Os primeiros dois ele gravou na pandemia, quando estava todo mundo parado na cidade dele. Com um cara que nem era eu na época, nem conhecia o Thiago direito. Ele gravou o curso aproveitando que estava parado. Os primeiros dois módulos.
Quando a gente vendeu Nômade Milionário e a gente começou a gravar do terceiro módulo em diante, eu sentei, Thiago, o curso chama Nômade Milionário, não chama? Você quer ficar viajando ou você quer ficar na sua casa gravando o curso? E lógico, ele queria ficar viajando. Por que a gente não grava o curso viajando? Imagina se o cenário um dia for Paris, o cenário atrás for o Coliseu, outro cenário for uma praia paradisíaca. Tem tudo a ver e a gente não vai ter só o tema do curso que vai ajudar a vendê-lo, mas a própria estética do curso. As pessoas vão estar curiosas para saber o que aconteceu. Então a primeira grande
virada-chave do conteúdo do Nômade Milionário foi essa estética de viajar gravando o curso. Tem mais um ponto também que você falou. É a segunda vez que eu ouço você falar sobre quebra de padrão. Porque no mercado, quando todo mundo já sabe o que a pessoa vai fazer, vídeo de venda, você falou do VSL, todo mundo já está acostumado. No mercado sofisticado já se sabe o que vai acontecer. Quando sabe o que vai acontecer, você fala, não, quando você quebra o padrão, faz totalmente diferente com toda essa identidade visual, toda essa parte cinema, o cara tipo, eu quero ver o que vai acontecer. A curiosidade
que você falou. E aí, pô, quando você quebra o padrão de um jeito que ninguém esperava. Ninguém esperava mesmo. Curiosidade aliada com inovação. Até mesmo a própria área de membros. Hoje, a Mozart da Ticto é muito inspirada na área de membros do nosso primeiro lançamento. E querendo ou não, é o padrão do mercado hoje. Aquela ideia de ter as capas das aulas que na nossa época a gente chega, você vê o design, assim, você consegue já visualizar todos os módulos, como que você vai caminhar ali, quais são os conteúdos que você vai ter. É, isso também foi uma grande força de vendas do primeiro lançamento.
Mas, voltando no conteúdo das aulas, a primeira grande virada de chave foi essa. Em vez de gravar em um estúdio ou todo mundo, a gente gravou viajando o mundo. A segunda grande virada de chave foi implementar coisas que séries fazem muito bem, porque a gente era doido para assistir o próximo. A gente começou a colocar isso nas aulas para aumentar a retenção das aulas para que os alunos assistissem a próxima aula e, consequentemente, tivessem resultado no curso. Então, no final de cada aula tinha uma historinha. A gente criou um roteiro que o Thiago estava no avião, os alunos eram os passageiros,
o avião caiu numa ilha, eles estavam tentando sair da ilha, só que eles não conseguiam. Então, a gente criou um roteiro que era a série favorita do Thiago na época, que para mim também marcou muito a série. E falando em cinema, Hollywood, o que esperar dessa temporada em Los Angeles? A gente soltou um vídeo no mês passado quando a gente revelou a nova casa, inclusive a gente está na garagem da casa da Finchland que a gente chama hoje. Maravilhosa, inclusive. E em breve a gente vai mudar o nome. A gente vai mudar o símbolo de que ele que saiu da cidade do interior morando com os pais, de que eu
que saí do interior também podemos estar aqui. É só a gente querer ir atrás. Ou seja, é possível para todos nós. Só a gente sair da zona de conforto, sabe, sem passar ninguém para trás. Deu tudo certo e a gente não vai parar aqui. A gente veio para Hollywood não é só para pegar essa casa. Pô, isso aqui é concreto. A gente vai para a cidade de Hollywood como ele está se tornando cada vez um empresário cada vez melhor. O lançamento foi uma etapa que já estava no plano dele há muito tempo. O plano que ele desenhou há tempos que ele está cumprindo palavra por palavra, etapa por etapa, é ser um grande empresário
que compra empresas sinérgicas, que participa de empresas sinérgicas para alavancar essas empresas e fazer muita grana. Consequentemente ajudando muita gente. Alcançar novos voos, né, agora. Então Hollywood tem muita coisa por vir ainda. E Dudu, o que representa o Thiago Finch para você? Pesada essa. Eu acho que tem uma palavra, inspiração. Não só para mim, mas acho que para todo mundo que está em volta dele, sabe? O que ele representa é muito forte. Eu lembro que ele sempre se vestia muito bem. Ele sempre é o melhor bem vestido da sala. E ele sempre falava uma coisa para mim, fake it until you make it.
Que é o cara que ele sai da zona de conforto, literalmente, todo mundo com roupa confortável, ele é o cara que está passando calor. Mas ele fazia isso para parecer ser rico. E sempre ele está parecendo ser cada vez mais rico. Isso traz riqueza, sabe? Eu lembro que eu morava com meus pais ainda, aí um dia minha mãe estava assistindo um filme, O Segredo. E eu falava, o que é isso, mãe? Para com essa baboseira, sabe? Eu muito cético. Hoje eu sei que funciona. Eu lembro que na faculdade eu criei um bordão meu, que é sempre bem. As pessoas falam, tudo bem? Eu sempre falo, sempre bem. E isso há mais de 10 anos,
eu sempre continuo bem. Inclusive hoje, quando eu te chamei, a hora que você me respondeu, eu falei assim, nossa, olha que legal. Você sempre pergunta para as pessoas, você está bem? Ah, não estou muito bem. Está tudo bem. Porque vai muito no automático. Mas você trouxe uma resposta diferente, sempre bem. Ou seja, está tudo bem aqui, as coisas estão fluindo. Está de boa. Primeiro, sai do convencional. E segundo, você já causa uma ótima impressão em qualquer pessoa. Sim. E eu até comentei hoje, eu falei, olha que legal, essa resposta eu vou usar para mim depois. E eu sempre, mesmo quando eu estou doente,
sabe? Sempre bem. E isso eu acho que traz uma coisa boa. E eu lembro que eu zoei minha mãe na época. E hoje eu sou uma das maiores apresentações disso, sabe? Da força, da energia. Enfim, cada um chama, acredita no que acredita. O Dudu Henrique é muito doido aqui, tipo assim, olha, é o que eu estava falando de lei da atração. O Thiago, quando fez a abertura de vaga, candidatura de vaga, que você se candidatou, ele parece que na cabeça dele ele já tinha exatamente a pessoa que ele queria, ele sabia a personificação da pessoa e você, tipo, era essa pessoa. Só faltou achar, né? Que, né? Ele já tinha isso,
visualizava já isso. Ele tinha. E ele tem essa visão de futuro, sabe? Ele tem essa visão, principalmente de processo seletivo. Quando você faz quando ele põe a mão no processo seletivo, ele encontra os melhores candidatos. É impressionante. Porque ele imagina isso, exatamente o que você falou. E é muito doido, porque, tipo assim, eu vi um podcast dele, vai fazer um ano atrás, onde ele falava que ele estaria, ia para Hollywood fazer filme e tudo mais, que ia fazer as empresas dele trabalharem por conta, que eu estou vendo exatamente esse movimento acontecendo aqui em Hollywood. Um ano depois. Um ano depois.
Já está aqui, né? Concretizando. E você também tem alguma pensamento, assim, de lei de atração, você curte e tal? Não desse de longo prazo. Eu sempre faço coisas que me fazem sentir bem. E, consequentemente, todo mundo que está em volta passa a se sentir bem também. Diferente do Thiago, o meu não é para longo prazo. O meu é sempre do momento. E eu acho que nisso a gente soma muito bem. É. São perfis complementares, né? É. Ele pensa no futuro. Porque enquanto ele está vendo o futuro, é claro que precisa apresentar. Ele pensa no futuro e eu estou ajudando ele a cuidar do presente. Então a casa
está sempre bem arrumada e qual é a próxima casa? Sabe? Eu acho que essa é uma dupla boa. Muito importante isso. A gente observa que muitas vezes a gente, na tentativa e em busca de ter resultados, muitas, no caminho, a gente acaba desanimando. Então, para encerrar a nossa participação de hoje, o que você deixaria para a pessoa que está nos ouvindo sobre essa construção? Então, eu fiquei muito feliz, né? Por estar aqui e por estar aqui com você. Por estar batendo esse papo com você e por entender a história por trás de tudo que foi construído porque a gente muito vê o palco e não vê
o bastidor, né? E o bastidor é muito importante para manter mesmo a raiz. Igual uma estruturação de uma árvore, né? Precisa ter uma raiz bem estruturada ali para sustentar. O que que você falaria para quem está nos ouvindo hoje sobre a importância dessa estruturação? Você já nos trouxe essa questão do movimento. Então, queria deixar para você finalizar aqui hoje com a gente e te agradecer por esse bate papo, né? Que enriqueceu bastante. Eu gosto sempre de falar que o diferente é muito forte, sabe? Sempre gosto de fazer diferente. Sempre quando vejo alguém tendo resultado de uma forma,
tem como fazer melhor. Não necessariamente é fazendo igual, é fazendo diferente. Uma das culturas que a gente tem aqui na empresa, é modelar. Ou seja, modelar. A gente pega alguém que está tendo resultado, modela essa pessoa estudando ela de cabo a rabo, entendendo as entregas que ela faz, o que que essa pessoa come, o que que essa pessoa estuda, quais são os horários para entender o que que leva essa pessoa a ter resultado. Depois que a gente faz esse estudo, a gente melhora esse estudo, só que de jeito diferente. E aí que entra a criatividade. Eu sempre fui muito criativo, sabe? Acho que desde a época de faculdade
cultural, sabe? De consumir muito conteúdo, eu tinha muitas peças para juntar. Depois que a gente faz esse modelo de estudo, de benchmarking, a gente aprimora usando a criatividade. Então, é sempre o que eu posso falar para as pessoas, façam diferente. Porque se você fizer igual, você vai ser mais um, você vai ser igual a todo mundo, você vai ter os mesmos resultados. Então, você pega alguém que está tendo muitos resultados e faz diferente, aprimorando, com certeza o que ele faz hoje é muito de modelagem. Ele pegava os americanos que faziam o que ele está fazendo hoje, juntava as ideias dos caras,
pegava o melhor de cada um e fazia muito melhor do que eles. Por isso que hoje ele está aqui e as pessoas estão querendo entender. E ele consegue fazer isso muito bem. Tanto que hoje os americanos que ele modelava hoje estão batendo na porta dele querendo entender. Pô, literalmente batendo na porta aqui. Uau, que história. É. Edu, muito obrigada. Foi ótimo estar aqui com você. Foi massa pra caramba. Foi um papo enriquecedor.
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